DESAFIOS NO TRATAMENTO DO MYCOBACTERIUM ABSCESSUS

abordagem da resistência macrolídea intrínseca e opções de resgate terapêutico

Autores

  • Sidney Bombarda Médico da Divisão de Tuberculose da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.63483/rp.v34i2.320

Palavras-chave:

Mycobacterium abscessus, resistência a medicamentos, macrolídeos, mutação, antibacterianos

Resumo

O complexo Mycobacterium abscessus é o grupo mais patogênico entre as micobactérias não tuberculosas de crescimento rápido, sendo responsável por infecções pulmonares e extrapulmonares associadas a importantes desafios terapêuticos. A doença pulmonar é a manifestação mais comum, ocorrendo principalmente em indivíduos com doenças pulmonares estruturais e caracteriza-se por curso crônico e progressivo. Um dos principais determinantes dos desfechos terapêuticos é a suscetibilidade aos macrolídeos, fortemente influenciada pela presença do gene erm(41), responsável por resistência induzível nas subespécies abscessus e bolletii, enquanto massiliense geralmente permanece suscetível. Além disso, a resistência adquirida por mutações no gene rrl agrava ainda mais o manejo clínico. As recomendações atuais enfatizam o uso de testes de sensibilidade para orientar o tratamento, embora a correlação entre resultados in vitro e resposta clínica seja bem estabelecida principalmente para macrolídeos e amicacina. Na presença de resistência aos macrolídeos, o tratamento torna-se ainda mais desafiador, não havendo esquema padronizado ou consistentemente eficaz. Fármacos alternativos como linezolida, clofazimina, bedaquilina, rifabutina, derivados da tetraciclina e β-lactâmicos apresentam atividade variável, geralmente sustentada por evidências clínicas limitadas. Novos compostos e estratégias terapêuticas estão em desenvolvimento, mas ainda permanecem em fases experimentais.

 

Biografia do Autor

Sidney Bombarda, Médico da Divisão de Tuberculose da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Membro da Comissão de Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Médico da Divisão de Tuberculose da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Doutor pela Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Bombarda, S. (2026). DESAFIOS NO TRATAMENTO DO MYCOBACTERIUM ABSCESSUS: abordagem da resistência macrolídea intrínseca e opções de resgate terapêutico. Revista Pulmão, 34(2), 1–14. https://doi.org/10.63483/rp.v34i2.320

Edição

Seção

Artigos