NOTA EDITORIAL
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i2.327Abstract
É com grande satisfação que lhes dou as boas-vindas a mais uma edição da Revista Pulmão RJ. Com este exemplar, inauguramos oficialmente o biênio 2026/2027, celebrando as conquistas mais relevantes na área da tisiologia.
A tuberculose, historicamente conhecida como a "peste branca" no século XVIII, evidencia a persistência dessa infecção que assombra a humanidade há séculos. Neste número, navegaremos por um panorama completo que se estende desde os avanços no diagnóstico até a implementação de novos esquemas terapêuticos mais curtos e com comprovada equivalência curativa.
Entretanto, dedicamos um olhar especial a um dado de extrema relevância, mas que, por muitos, ainda é negligenciado: o impacto crônico da doença. O Brasil, que registra anualmente entre 84 mil e 89 mil novos casos de tuberculose, observa que aproximadamente 45% desses indivíduos desenvolvem sintomas respiratórios persistentes e sequelas, caracterizando a Síndrome Pós-tuberculose (SPTB).
As manifestações clínicas dessas sequelas, que podem se apresentar como DPOC, asma, bronquiectasias ou hipertensão pulmonar, nos lembram de uma verdade fundamental: a cura microbiológica não pode ser o único horizonte para o tratamento e a pesquisa clínica. Nossa visão precisa ser ampliada para incluir esses pacientes na rotina médica, garantindo que recebam o tratamento adequado e, de fato, possam recuperar integralmente sua capacidade funcional pré-infecção.
Desejo que apreciem esta leitura, elaborada com a dedicação que a Tisiologia exige e merece.
Abraços e até o próximo número.