ASMA GRAVE NA PEDIATRIA
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.309Palavras-chave:
Asma, Asma grave, PediatriaResumo
A asma é uma doença heterogênea e complexa, com diferentes fenótipos e endótipos, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, com os principais sendo sibilância, tosse, dispneia e opressão torácica, com fluxo de ar expiratório variável. Asma grave é considerada um subtipo de asma de difícil tratamento, tendo, na pediatria, uma prevalência estimada em torno de 3%, variando conforme cada população estudada. O diagnóstico baseia-se, principalmente, na avaliação clínica e funcional. Além da espirometria, a medida do pico de fluxo expiratório também pode ser de utilidade no diagnóstico e acompanhamento, assim como os níveis da fração exalada do óxido nítrico e a contagem de eosinófilos no sangue. Na investigação de um paciente com asma, pode ser avaliado o papel dos testes cutâneos para aeroalérgenos ou a dosagem da IgE total e específicas, assim como a realização de um teste de broncoprovocação com metacolina ou por meio de exercício. O tratamento visa atingir o controle da doença. O manejo personalizado do paciente é um conceito considerado fundamental, incluindo um ciclo contínuo de avaliação, ajuste do tratamento e revisão. Os medicamentos mais recomendados para tratamento da asma são os corticosteroides inalatórios, que, em doses baixas, proporcionam a maior parte dos benefícios clínicos para a maioria dos pacientes com asma. Podem ser associados ou não ao broncodilatador de longa ação podendo ser acrescentados os anticolinérgicos, os antagonistas do receptor do leucotrieno ou os imunobiológicos, dependendo da etapa de tratamento em que o paciente se encontre. Especial atenção deve ser dada ao cuidado com os fatores modificáveis, sendo a prevenção de riscos futuros um importante fator a ser considerado.