Asthma Remission - Is it a Holy Grail?
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.305Palavras-chave:
asma, remissão, medicamentos antiasmáticos modificadores da doençaResumo
O objetivo terapêutico da asma está mudando do simples controle dos sintomas para a busca ambiciosa da remissão, definida como um período sustentado de controle abrangente da doença. Historicamente, o foco exclusivo em beta-agonistas de curta duração (SABA) levou a resultados insatisfatórios, impulsionando a adoção de terapias combinadas e, mais recentemente, de medicamentos antiasmáticos modificadores da doença (DMAADs). A remissão é amplamente categorizada em clínica (ausência de exacerbações e uso de corticosteroides orais, melhora na qualidade de vida) e biológica (normalização de biomarcadores inflamatórios). A remissão em adultos é rara, o que ressalta a importância de identificar preditores (função pulmonar preservada, menor duração da doença). Inspirado pela reumatologia, o foco na obtenção de baixa atividade da doença (BAD) visa prevenir danos pulmonares irreversíveis. No entanto, a aplicação do conceito é controversa, equilibrando o risco de tratamento excessivo em casos mais leves com a necessidade de terapia intensiva na asma grave. Um consenso sobre os critérios de remissão e a realização de estudos prospectivos são imprescindíveis para distinguir a doença ativa do dano pulmonar estabelecido e consolidar a remissão como uma meta clínica alcançável.