Quando o eosinófilo está aumentado na Asma Grave: O que devemos estar atentos?
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.304Palavras-chave:
Asma eosinofílica, Granulomatose eosinofílica com poliangeíte, Aspergilose broncopulmonar alérgicaResumo
A asma grave fenótipo eosinofílico é uma apresentação bem conhecida e estudada, está associado à inflamação do tipo 2 (T2) e costuma se responsiva a terapias biológicas direcionadas. Entretanto, a presença de eosinofilia persistente superior a 1.000 células/μL exige investigação diagnóstica, uma vez que diversas doenças sistêmicas podem mimetizar ou coexistir com a asma. Este capítulo revisa os mecanismos de ativação eosinofílica pelas vias T2 e não-T2, destaca a influência dos corticosteroides na interpretação da eosinofilia e descreve uma abordagem sistematizada para avaliação diagnóstica. São discutidos os principais diagnósticos diferenciais, incluindo granulomatose eosinofílica com poliangiite (GEPA), aspergilose broncopulmonar alérgica (ABPA) e síndrome hipereosinofílica entre outros. A integração de anamnese dirigida, exame físico detalhado e exames complementares laboratoriais e de imagem é fundamental para identificação precoce dessas condições. O reconhecimento adequado da eosinofilia no contexto da asma grave impacta diretamente no manejo clínico e na escolha terapêutica.