Imunobiológicos na asma grave: - presente e perspectivas futuras
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.303Palavras-chave:
Asma Grave, ImunobiológicosResumo
A asma é considerada grave se continuar não controlada apesar da terapêutica convencional ótima, caracterizada por um mau controle dos sintomas, exacerbações frequentes e aumento da exposição a corticosteróides sistémicos. Isto tem um impacto significativo na morbimortalidade e na utilização dos recursos de saúde. Os recentes avanços na compreensão da heterogeneidade da asma e da imunopatogênese têm ajudado a delinear a terapia de precisão da doença. A descoberta destas vias levou ao desenvolvimento de terapias biológicas altamente eficazes. Os biológicos para asma atualmente disponíveis visam imunoglobulina E, interleucina (IL)-5/IL-5Rα, IL- 4Rα e linfopoietina estromal tímica. A identificação de fenótipos específicos de asma, utilizando biomarcadores facilmente mensuráveis, abriu caminho para o manejo personalizado e preciso da asma. As terapias biológicas desempenham um papel significativo na redução das exacerbações, hospitalizações e na necessidade de manutenção de esteróides sistêmicos, melhorando também a qualidade de vida em pacientes com asma grave. Vários estudos nos dizem que vamos viver uma nova era.