Comorbidades que Influenciam no Controle ou Mimetizam Asma Grave
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.300Palavras-chave:
Asma Grave, Comorbidades, Diagnóstico Diferencial, Doenças RespiratóriasResumo
A asma grave é caracterizada por sintomas persistentes apesar do uso adequado de medicações em doses elevadas, sendo essencial excluir diagnósticos diferenciais e identificar comorbidades que dificultam seu controle. Entre as comorbidades moduladoras do controle destacam-se rinite alérgica, refluxo gastroesofágico, obesidade, transtornos psiquiátricos, tabagismo e apneia obstrutiva do sono, cuja abordagem melhora a resposta terapêutica e reduz exacerbações. Condições que mimetizam asma grave incluem DPOC, insuficiência cardíaca, malácias das vias aéreas, disfunção das cordas vocais, infecções respiratórias crônicas, ABPA e granulomatose eosinofílica com poliangiíte. Diferenciação precisa entre asma e essas doenças é crucial, utilizando exames como espirometria, pletismografia, tomografia dinâmica, polissonografia, biomarcadores e laringoscopia. Estudos indicam que a sobreposição asma-DPOC é frequente, SAOS é prevalente em asmáticos descontrolados, e ABPA pode ocorrer independentemente da gravidade da asma. O manejo individualizado, multidisciplinar e baseado em evidências é fundamental para melhorar o controle da doença, reduzir hospitalizações e evitar tratamentos inadequados.