Função pulmonar e asma grave: o que sabemos?
DOI:
https://doi.org/10.63483/rp.v34i1.298Palavras-chave:
asma grave, fisiopatologia, testes de função respiratória, disfunção de pequenas vias aéreasResumo
Asma grave representa um grande fardo para os pacientes e para a sociedade. A obstrução fixa e o remodelamento de vias aéreas, juntamente com disfunção das pequenas vias aéreas (DPVA) o remodelamento das vias aéreas constituem importantes mecanismos fisiopatológicos na gênese da asma grave. Nestes pacientes, a função pulmonar não se correlaciona fortemente com os sintomas de asma. Várias técnicas têm sido usadas na avaliação funcional, incluindo o pico de fluxo expiratório, a espirometria, o teste de broncoprovocação, a pletismografia corporal e a detecção de DPVA. A oscilometria de impulso tem sido cada vez mais usada no diagnóstico de DPVA em pessoas com asma grave, pois permite uma avaliação mais abrangente da gravidade, acompanhamento e avaliação da resposta ao tratamento. Em pacientes com asma grave, aqueles com exacerbações frequentes ou com fenótipos de obesidade são caracterizados por pior função pulmonar. Na prática clínica, um aumento significativo do volume expiratório forçado no primeiro segundo após broncodilatação, especialmente quando associado a eosinofilia sanguínea, pode ser um marcador de declínio acelerado da função pulmonar. O uso cada vez mais amplo dos agentes biológicos pode ser uma medida importante, sendo eficazes do ponto de vista da função pulmonar na redução da hiperinsuflação pulmonar estática.